Estamos a menos de vinte dias das eleições presidenciais no país e aqui na capital federal pouco se fala ou se vê de sinal de campanha.
São as eleições mais mornas da história da Argentina. Não sou eu que digo isso. São os cientistas políticos, os historiadores, os especialistas.
Os principais candidatos viajam pelo país mas o destaque é pequeno. A candidata líder nas pesquisas (aqui elas são muito controvertidas) é Cristina Kirchner, a primeira dama a quem os portenhos também chamam de senhora K, CFK, imperatriz ou ainda pinguina ( uma referência a Patagônia , no sul do país de onde veio o casal K). O próprio presidente se refere a ela assim nos discursos.
Mas se a eleição está gelada vamos esquentar com o esporte. Os principais jornais dão páginas e páginas de destaque ao assunto. Não estou falando do futebol. A paixão nacional do momento é o RUGBY. Aqui só se fala nos PUMAS que estão jogando o Mundial na França e conseguiram o feito histórico de chegar à semifinal contra os sul-africanos. As manchetes são carregadas de adjetivos, autoconfiança , esperança e expectativa (sempre o ego !!).
Eu não entendo nada de rugby mas já me são familiares os rostos e nomes dos principais jogadores porque estão nas capas de revistas e cadernos especiais.
E imagino que se os PUMAS chegarem à final o país vai parar. Por sorte, a final está marcada para uma semana antes das eleições. Como eles dizem : a ver.
2 comentários:
É melhor eles se concentrarem no rugby, já que no futebol... deixa pra lá !
Señora Katia:
Soy porteño. Espero que usted y su esposo la esten pasando bien en mi ciudad. Como yo y muchos argentinos que hemos conocido brasil, respetamos a su país.
De casualidad hoy descubrí su "diario de argentina". He leído todos los artículos y las opiniones. Siempre es interesante y enriquecedor leer una opinión externa; más cuando uno percibe que no hay mala intención.
La pasión nacional sigue siendo el fútbol y no va a cambiar. Quien esto dice, es un ex jugador de rugby que ha llegado a jugar en primera división y esta muy orgulloso de su deporte.
El ego que usted menciona de nosotros, le puedo asegurar que no es algo generalizado. Lo podrá sentir en jornales, en estúpidos que hablan por televisión, en el ambiente más duro del fútbol y en varios descerebrados. Todo eso que le acabo de nombrar es una parte muy infima de este país, pero lamentablemente muy ruidosa y visible.
La verdadera y hermosa argentina la encontrará saliendo de las grandes ciudades. Vera gente maravillosa y lugares encantadores.
Con respecto a nuestra selección de rugby,"los pumas", no tenemos ego con ellos, sentimos orgullo. Como funcionan ellos, deseamos que funcione nuestro país.
Un abrazo y un beso para usted y su esposo
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